Ainda vivo mergulhada
em excessos de realidade
que se condensam
entre uma lágrima e outra
de minhas emoções.
Entre os solavancos
do cansaço do dia,
dormita a música que a alma canta
em seus silêncios de profundezas:
"eu te amo calada..."
Ainda não sei de desinventar.
Sou puro processo criativo
da vida que vive em mim.
Se me cravo parafusos de pensar
na alma inquieta e eterna busca de infinitos,
também me deixo levar pela lágrima
que inaugura diariamente a chuva em mim.
É que a alma segue
carregada e sonhos e utopias
enquanto vivo o dia
mergulhada em excessos de realidade
que se condensam
entre uma lágrima e outra
de minhas emoções...