Tem dias em que a vida penumbra -
e tudo se torna imensidão.
Os suspiros por não saber o que fazer,
a chuva que chove dos cílios pela desesperança,
a cor opaca da pele
e dos olhos que espelham a tristeza -
profunda, infinda.
É quando a solidão bate
como nunca dantes.
É quando nos damos conta de que, no fim,
mesmo a intensa comunicação
na superfície espelhada das relações,
mesmo a conexão
na janela do tempo profundo -
aqui, do lado de cá do mundo -
estamos sozinhas.
Então a vida penumbra.
A alma mergulha em reflexão.
E o mundo para...
enquanto a lágrima cai
silenciosa,
sobre o tampo da mesa.