Em meio à névoa, há luz,
há brisa,
há o frescor das auroras,
o nutrir das águas.
É possível seguir,
mesmo não vendo o horizonte.
É possível lembrar
os passos vividos,
onde tantas travessias já foram feitas.
Olhar os pés,
o chão que os sustenta…
É ali, em cada pequeno passo,
que o futuro se desenha -
mesmo que ainda não o possamos ver.