Quando as almas se tocam,
sentem seus cheiros,
reconhecem-se nas profundidades,
nas suas especificidades e preciosidades.
Um olhar, um abraço, uma palavra —
e o universo sussurra:
não estamos sós
diante da dor absurda
do tempo e do espaço.
Que o Homem siga sonhando,
e que o Poeta continue
derramando suas preciosidades
na escrivaninha do tempo.