Maria
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Textos

Das mãos de cinzel na escrivaninha do tempo

É nas profundezas onde o ar falta, quando a vida já vai se indo... que encontramos toda força para lutar pelo viver. Falo do que sei. Do que vivi. Há luz na escuridão e só conseguimos vê-la, só conseguimos saber o que ela é ou significa em meio as sombras e penumbras. Eu vi a luz em meio o breu da noite. Segui para ela. Senti seu abraço. Por isso, hoje ainda estou aqui... desenhando minha alma em palavras... Se fizer sentido para alguém alcancei o céu. É disso que o Poeta vive. De uma pequena faísca que colhe aos pés das escrivaninhas de outros Poetas e das pequenas chamas que brotam dessa interação. Poetas escrevem com a dor e amor das profundezas. Tem nas mãos de cinzel muitas luzes para doar aos que passam por suas escrivaninhas. Que continuem fazendo isso com maestria, mas também com a alma, com o coração.

Maria
Enviado por Maria em 28/10/2025
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