Maria
Prosa e Poesia
Capa Textos E-books Fotos Perfil Livro de Visitas Contato
Textos

Do Fútil ao Perene e Verdadeiro

Se temos consciência disto: de que persistimos no nada que não somos, que não queremos, que não é nossa verdadeira essência, porque continuamos e seguimos em frente? A quem enganamos? Ao outro que conosco caminha e nada sabe do que se passa dentro de nós? Não. A esse entregamos a ilusão. Logo, logo podemos feri-lo profundamente ao ter de dizer que ele não era o caminho certo. Que não era o que sonhamos ou esperamos. É a nós mesmos que enganamos ao viver na superficialidade, na futilidade das coisas e do mundo. A vida não nasceu para ser vivida superficialmente. O ser humano é tecido em matizes de luzes e sombras que fazem o caleidoscópio de luzes que o mundo ao redor pode ver, mas sua verdadeira essência mora nas profundezas. E é ali, em nossos pra dentro, que se encontra o que ilumina a alma, o que faz brilhar o olhar, o que leva um sorriso em nossa face ao ver, contemplar, tocar, o que faz pulsar o coração, dá vida e saciedade ao nosso espírito com fome de luz. Quando nada fez sentido. Quando o silêncio nos invade em nossos pra dentro, quando a mudez do coração para o que vivemos se faz explícita, é hora de parar tudo e, de fato, repensar, refletir... mas, também, é hora de dar meia-volta, volta e meia e correr para o destino que já tem mapa em nosso coração... 

Maria
Enviado por Maria em 28/10/2025
Alterado em 28/10/2025
Comentários