Sou apenas uma fagulha.
Uma réstia de luz
nas frestas da tua vida.
Uma pequena chama
que teima em ficar acesa
onde não há espaço para crescer.
Tremulo minhas emoções
com o peito crescendo
o ardido do sentimento.
Logo a alma se derramará
pelos cílios dos olhos
em cachoeiras de lamentações.
A verdade finalmente escancarada.
Sim. Sou o Amor que chegou.
Não. Não há espaço para ele
no cotidiano da Vida.
Apenas na excepcionalidade
de um momento, um instante
por onde a Vida espia minha chama
a tremular timidamente.
Sou apenas uma fagulha.
Uma réstia de luz
nas frestas da tua vida.