Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Uma lucidez dolorida em cada verso

Há sempre uma lucidez dolorida em cada verso.

Percorro as linhas que se movem no concreto,

mas me prendo às entrelinhas -

fronteira e fosso de palavras

que habitam o fundo d'alma.

 

Ouço o timbre da voz que canta

nos flashes de luz e cor que me tocam a face

no espelho da Vida.

 

Há sempre um poema que brota dessa pausa -

como fosse o retomar do fôlego depois da dor.

 

Olhar atento, coração num pulsar de amor,

contemplo a vulnerabilidade, o exílio interior,

e a lucidez poética de cada mergulho em si.

 

Há um caos envolvendo o sentir,

um medo ancestral,

um impacto sobre o meu peito -

como se houvesse uma humanidade inteira

neste pulsar da dor,

na luz que emana em meio às sombras,

no silêncio e na vulnerabilidade

da alma do Poeta do Amor.

Maria
Enviado por Maria em 02/11/2025
Alterado em 02/11/2025
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