Morin ouviu Dionys Mascolo e rompeu com sua concepção bipolarizada entre prosa e poesia. A partir dessa mudança, compreendeu porque se encantou com Rimbaud em Uma Estação no Inferno, que lhe revelou - de forma sublime, ele diz - os segredos de sua adolescência, e passou a ver sentido poético nas revoltas e inspirações de si mesmo e de seus amigos. Morin buscou essa íntima compreensão nas múltiplas dimensões da realidade: a humana, suas incontáveis contradições e inelimináveis incertezas (Morin, 2020, p. 13-14, Meus Filósofos). Queria ser livre como Morin - navegar nas ondas do pensamento como quem surfa estrelas num céu granizado de tempestades.
Do meu livro com Leo Trindade: História em Transe: a luta pelo caminho da compaixão em tempos de desvario e angústias latentes...