Perdi o cajado de vento
que me abraçaria na chegada
e sopraria um beijo em minha face
tímida de esperança!
Soprou olhos
assustados
ao me ver,
um corpo sem jeito –
mãos nervosas –
me dizendo com a boca
e os olhos
que não devia estar lá.
O olhar se perdeu na janela –
um pedacinho de céu
chamuscado de cinza –
desceu pelos livros e -
num último resquício
de força hercúlea -
ergueu a alma da cadeira
às escadas.
Desci num gole só.
Doeu demais.
O nó ficou atravessado
na garganta por milênios.
O corpo foi tomado
de uma exaustão.
A mente mergulhou no caos
e a alma despedaçou-se ao chão
junto com o coração...