Nunca me evadi de minha habitação provisória como a Bailarina do Balé de Igor Stravinsky. Não quero me deixar manipular por cordéis sem amor e encanto. O universo não me é estranho – mas me habita como eu fosse um casulo de belezas preso ao galho da amendoeira aguardando o abrir das asas molhadas de esperança. Não sou uma máquina, mas tenho uma dentro de mim que me acorda se adormecer antes da hora – como um raio que desce do céu em busca de profundezas para pousar sua força e sua explosão de luzes. Por isso, eu sei... nunca me evadi de minha habitação provisória - o universo me habita em meu casulo preso ao galho da amendoeira...