Maria
Prosa e Poesia
Capa Textos E-books Fotos Perfil Livro de Visitas Contato
Textos

Escrever é um ato de generosidade

Escrever é sempre um ato de generosidade. Porque a palavra que quer nascer se torna ferida se aprisionada, e cura se partilhada. Escrever é, então, permitir que o outro toque o que em mim vibra - meu medo, meu espanto, meu pensamento, minha travessia no navegar solitário pelo pensar a palavra - sabendo que, ao fazê-lo, algo de mim se tornará dele. Há, nesse gesto, uma entrega que não se reverte: uma vez escrita, a palavra já não me pertence por inteiro. Ela pertence também ao leitor que a recolhe, ao tempo que a transforma, ao silêncio que a abriga antes de ser lida.

Deixa a Poesia ir, poema de Maria - escrito em 2007 - fala disso.

 

Deixa o verso que trazes no coração partir.

Deixe-o voar para fora de ti...

A tua poesia é cor, é alma, é melodia,

Que ouço embevecida neste entardecer.

 

Deixa cantar tua alma poeta...

Teu espírito vagar em forma de poesia

Pairar no espaço do céu, no infinito,

Guardado para os eternos...

 

Teu canto borbulha como um rio cristalino,

Suave sussurrar de um coração que ama.

Pleno de sabedoria... És tu... Poeta.

 

Podes parar de conversar com flores...

Mas jamais deixes de cantar a tua poesia,

Ela não é mais tua, é nossa... É minha!

 

Escrever, portanto, é aceitar esse destino: deixar que minhas palavras caminhem sem mim, que convivam com desconhecidos, que dialoguem com mundos que eu jamais verei.

 

Maria
Enviado por Maria em 07/12/2025
Comentários