É a linguagem da alma essa minha.
Impregnada de interiores
na noite ventosa e triste.
Respiro, flor sensível
às rajadas de tempestades
que me atravessam,
tateando feridas de saudades
do que nunca tive.
Carrego seivas antigas
nas memórias
que sangram perfumes
e cicatrizes
que brilham na penumbra
dessas palavras
entremeadas de vendavais -
ventando ânsias profundas
na aurora de um pequeno
poema de abismos.
Poema e foto: