Andejo por um silêncio insólito.
Denso de símbolos que minhas expectativas
não conseguem entender.
Há um 'cor' por debaixo da pele
desta íris que contempla a janela do tempo profundo
à procura de outros olhos –
escuros de amor e profundos de promessas.
A alma vê o que quer,
mas a mente desmente
e turva a compreensão do mundo.
E nesse descompasso bate um coração.
E bumba saudades insólitas
de quando o que sentimos
não cabe em nossos pra dentro
e - pela ponta dos cílios - transborda.