Não é a minha escrita
que dança entre dois universos.
Sou eu que me embalo
entre os meus pra dentro
e os meus pra fora.
Como eu fosse duas -
uma de cada lado de mim.
Se navego no cosmos da palavra
em busca de constelações
para habitar minha respiração
é porque a alma é silêncio,
é dor, é anseio, busca, amor.
Tudo assim - tudo misturado.
No insólito da minha palavra escrita
o cósmico não é metáfora,
é extensão do meu coração.
Por isso, não é a minha escrita
que dança entre dois universos.
Sou eu que me embalo
entre os dois lados de mim...
Mas uma coisa posso dizer:
em ambos os lados de mim
eu encontro Você!
* Os violinos voltaram...