Não me escondo atrás dos textos. Eles são consequência do meu movimento interior. Dessa que vive dentro e dessa que vive fora de mim. Somos duas Marias numa só. Uma duplicidade, uma cosmogonia que só um Poeta ou uma Poetisa consegue entender. Chamo isso de fisiologia da alma. Quando o mundo cósmico em que o poema nasce é extensão e não metáfora. É condição de existência. Por isso, a gana de escrever - para sobreviver.