Escrevo em silêncio e em silêncio sou lida. Nunca busquei plateias porque sempre escrevo como quem apaga uma vela - não como quem bate à porta. Escrevo para transbordar e me recolher no sono profundo do meu confessionário íntimo, meus pra dentro. O poema sabe onde quer calar. Também sabe onde quer falar. Fala com lastro. Cala com polimento fino. Como fosse um apagador deixando rastros por onde passa - assim é a alma em ebulição que escolheu escrever para transbordar...