Acho que no fundo, no fundo continuo escrevendo para não me apagar. Não, não me escutam, por isso escrevo e escrevo de novo e mais uma vez eu escrevo. Sim... não é possível arrumar no tempo certo porque se eu parar para ajeitar uma letra eu perco o navegar, eu paro de me deixar levar. Então escrevo e escrevo. Me agasto, choro, grito, bato forte cada tecla.. afundo os dedos, rasgo o papel com a tinta que tenta se desenhar em três dimensões para deixar impressa alma... mas ela foge, se esconde... Não há intensidade possível, não há profundezas possíveis que possam desenhá-la... no papel em branco... e quando constato isso... eu paro... eu olho... penso... calo... e volto a respirar...