2025 foi um ano de perdas. Alejandro (outubro), o Poetamigo deste recanto, Julio Cesar Fernandes (dia 06 deste mês) e agora Teresa - que acabou de partir.
Conheci Teresa em 1989. Eu era professorinha na Comunidade da Esquina Bom Fim, em Independência, RS. A família Bom Fim era a fundadora da comunidade e das 31 famílias que residiam lá no ano que lecionei na escolinha grande parte descendia dos Bom Fim.
Teresa veio do Japão para o Brasil com apenas 2 anos. Viveu sempre no interior - na colônia - como dizem no Rio Grande.
As terras da família da Teresa ficavam ao lado da escola onde eu e a nora dela - Maria de Fátima - lecionávamos. Eu para o primeiro e o segundo ano e Fátima para o terceiro e quarto.
Muitas vezes lá me ia eu para a casa da Teresa prosear e tomar mate. Um amor muito grande nasceu entre nós. Em 1990 eu vim para Santa Catarina estudar teologia e a partir dali só retornei à cidade para visitar meus pais, irmã e demais parentes. Teresa como se fosse família sempre estava no meu horizonte de visitas.
Os anos passaram e mantive o prometido para ela e para mim mesma - visitar Teresa.
A última vez que a vi foi em janeiro deste ano. E algumas vezes nos vimos pela webcam, sendo que a última foi dia 06 de dezembro quando ela me enviou fotos das flores do seu jardim e eu retornei com uma ligação pela webcam. Conversamos como se nunca houvéssemos ficado longe. Teresa reiterou seu amor e o de sua família por mim. E eu reiterei o meu, prometendo visitá-la na próxima ida ao Rio Grande.
Não poderei mais ver Teresa. Hoje ela partiu para a eternidade. Um anjo que voltou aos céus para fazer toalhinhas de "fuxico" para enfeitar a mesa das estrelas. Voa com Deus Teresa. Continuarei visitando a Esquina Bom Fim e sei que você estará comigo lá...