Estou inteira no sentir…
em minha dignidade dolorosa,
em minha coragem nua.
Ele desligou o coração
enquanto eu ainda lutava
para estar no tempo dele.
Minha humanidade nunca se cala.
Fala.
Silenciosamente.
Sem acusações.
Sem pedidos de resposta.
É presença.
Apenas é.
Não diminuo o sentimento
para doer menos.
Escolhi não desligar meu coração —
e tenho poder para fazê-lo.
Sou fiel a mim.
Ao que sou.
Ao que sinto.
Deixo doer.
Faço a escuta solitária da minha dor.
Ela só pede silêncio ético:
respeito ao outro
e aos meus pra dentro.
Não quero mais explicações.
Nem respostas.
Só silenciar a voz de dentro —
com dor,
com inteireza,
com humanidade.
Assim, assim…
neste amor que não virou amargura,
mas força quieta.
Só quero ficar assim:
quietinha
dentro de mim…