Também queria beijar crepúsculos,
como quem beija o mar
no regresso dos ventos
e das canções do peito.
Não há como regressar
para dentro das veias,
porque não há retorno
de onde nunca se partiu.
Ainda assim, busco esse canto
que é ombro e abraço:
deitar quieta junto ao peito,
essa taça de esperança
onde a semente
ainda ousa ressuscitar flor.
E depois cair -
pálida pétala,
canção -
pelas pilastras das portas
de um novo amanhã…
Intertexto com
da querida poetamiga Lucia Constantino