Não me despeço mais.
Nem mesmo com ressentimento.
Não fujo, não nego...
Elevo-me à ética do sentir.
É que escolho não endurecer o coração -
mesmo as chagas abertas,
quando os sorrisos
são essas lâminas disfarçadas.
Não falo de mim.
Falo por ti.
Falo de você que tem medo de ter medo,
tem medo de ser claro e, sim, de o admitir.
Por isso escrevo em música lenta
e findo o dia, iniciando a noite,
tocando meu bandolim.
Quero que toque piano,
mas... em teu silêncio... Sinto!
Sinto-o... Sim.
Há uma dor de saudade ecoando em mim...