Prefiro o silêncio atento.
Que fica aqui do lado
com a mão segurando a minha
enquanto respiro -
pausada e golfadamente -
ao mesmo tempo.
Prefiro o silêncio atento...
para seguir, assim, assim,
no meu modo de habitar o mundo -
sem fechar o sentido,
sem explicar - como faz uma poesia...
Queria escrever um gesto final
com um poema que suspirasse sonatas
desse velho bandolim... Assim, assim:
como um oferenda de confessionário íntimo,
onde a notas ainda vibram
depois do último acorde.