Eu conheço bem os "meus" abismos.
Trago xícaras nas mãos
que são canyons profundos, abissais.
E sei cada meandro que neles habita.
Porque sou Eu que moro lá.
Sou eu que caminho
por este território íntimo.
Nele me perco e me acho.
Nele quero 'não' me perder,
mas me deixar levar...
me entregar -
sem desistir de lutar.
Deixar-se ir,
como a poesia no tempo,
como a folha amarelecida
ao vento...
ir - para tocar o ar,
o céu, o chão...
ir para pousar...