Não sei se existe um lâmina mansa -
que corte sem barulho, sem ruído, sem dor.
Sei que a dor não nasce apenas da perda,
mas também do desencontro de tempos.
Enquanto um desliga o coração,
o outro mergulha inteiro no sentimento.
E isso dói mais do que ausência.
Deixa o pulso sem respirar.
Por isso, muitas vezes,
o silêncio fala alto, grita até.
Ergue asas e pousa no galho seco
sob a chuva que cai dos olhos
em pérolas de eterno amor...
Poema e foto: