Minha alma se veste de imensidão. E na fragilidade desta vastidão, minhas xícaras de canyons profundos, escavados pela areia de minha ampulheta do tempo. É lá que moro - quando o abismo deixa de ser ameaça e passa a ser endereço. Se me deixo ir como a folha seca pelo rio é porque conheço e confio no fluxo das águas - sem abandonar e vigília e o olhar da paisagem. Habito o rio sem represá-lo - como a folha seca que dança 'melaça' ao vento de suas próprias tempestades interiores.