Quando conseguimos ver por dentro, o que machuca, o que dói, o que fere... Quando nos permitimos reconhecer como somos fora, o que destoa do eu interior, o que é performance para que não percebam o medo, a dor, o sofrimento... Quando somos capazes de listar e expor a nós mesmos o que nos aperta o peito... é quando a vida nos aponta a vida sem maquiagem, o verdadeiro que, mesmo que venha a doer, permite transfigurar, permite mudar, permite transformar. Sei que não ajudo - também vivo meus abismos. Mas tento. Tento neles habitar para me encontrar, me achar, continuar a travessia, navegar... Há no horizonte desse rio que sou, um Mar...
Intertexto com
de Bruno H Brognaro