Se o assunto é abismo,
é preciso falar de mim:
guardo centenas dentro do peito.
São minhas cavernas interiores.
Meus canyons estações.
Neles me escondo
como uma fera enjaulada
em busca de me encontrar.
Palmilho suas entradas
como quem mergulha
no espaço sideral
à caça de estrelas.
Ergo a mão
e toco a abóboda do céu
de meus pensamentos.
É assim que se desenham poemas
nos ladrilhos do chão...