Maria
Prosa e Poesia
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Textos

A fome do espírito

Em cada poema há aqui algo muito meu: a fome do espírito e a espera encantada, quase arcaica, por aquilo que salva. “Também caço almas em palavras para alimentar meu espírito”. Vivo delas e isso reconheço sem medo da nudez exposta em praça pública. Porque isso coloca a escrita no lugar certo - poesia não como ornamento, mas como necessidade vital. Letras como pão, poemas como sustento. Talvez, talvez, essa ideia dialogue com uma tradição antiga: o poeta como aquele que recolhe sentidos espalhados pelo mundo para não adoecer por dentro. Ou para se curar.

Maria
Enviado por Maria em 20/01/2026
Alterado em 20/01/2026
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