Meus lábios "morejam em contra-verso".
Habito vigílias pedindo "passagem pela vida".
Almejo acender meus olhos de luz em teu peito -
tua mão de ternuras em meu corpo.
Hoje "sou esquina de esperas" -
há milhares de horas do tempo.
Encurvada de saudades do que nunca tive
bebo palavras como fossem um vinho "medronho" -
"veneno" de beijos e "suspiros" de amor.
Queria ser como o Poeta da Antiguidade:
"bêbado de vida, tonto de estrelas"
ornado de carinho nos lábios feitos só para beijar.