Falo dessas saudades tão doídas -
desse sentir flamejante
que incendeia o espírito
e nos debruça
sobre a face
do abismo interior.
Falo contigo, homem de senso -
falo, mas não me ouves.
É que falo em silêncio,
como as asas da borboleta:
não emitem som,
mas suas ondas sonoras inaudíveis
atravessam oceanos e mundos
para chegar onde necessário for.