No lusco fusco da tarde
também queria adormecer
iluminada por papeis antigos
carregados de notas e melodias
para viver as últimas horas do dia.
Que um Poeta cantasse
aromas de amores
em seu pergaminho do tempo
e que cada concerto
brotasse dos subsolos da vida.
Escreve Poeta, escreve:
desenha - na urgência do papel -
um M de Maria em cada estrofe -
para acalmar os deuses
que tem fome de poesia
e os eternos que a guardam,
fundo, bem fundo,
no Santuário do Coração.