Por muito tempo
ancorei em lamentos
ou me deixei levar
pelas fragilidades do tempo.
Hoje não permito
que a dor governe o leme
ou que o abandono corroa
as tábuas de meu barco.
Que as velas sigam, sim.
Que as ondas avancem
por sobre o convés -
não tenho como impedir -
mas que o leme
continue em minhas mãos,
e que o amor seja vento -
não naufrágio...
Sigamos,
os pés sentindo o convés...
e os olhos fitos no infinito
que juntos podemos construir.