Sou chão de silêncios,
ladrilhos de esperas...
Terra que aguarda
a voz do subsolo se erguer
em amor e paixão.
Os musgos de dentro
são colo nesta espera.
Não sei o nome do dia
que o Sol virá,
nem o número da hora
que a Lua no céu
também estará.
Sigo a vida -
sem jeito de partir.
Quero para sempre ficar:
perto, dentro...
acolhida e amada
no Santuário do Coração.