Também queria ter mãos de brisa
para tocar teu pulso,
ver beleza na tristeza,
delicadeza no fundo olhar.
Não nego a inevitabilidade do tempo,
nem esse movimento mais bonito
de permitir que as solidões
adormeçam de olhos abertos:
vigiando, permanecendo,
assim, assim: quietas, caladas...
silenciosas, como as lágrimas,
nas manhãs enevoadas de sonhos...