Talvez soe mesmo como uma ética do ser - simples, funda, minha. Mas sei que há uma linha de força que fala de identidade, de paz, de expandir-se para fora, de ir ao encontro, de fazer escolhas. Então nada pode ser arrancado, nada imposto. Tudo precisa acontecer por contágio de pertença, por reconciliação entre corações que se amam, se respeitam, entre almas que se admiram. É quando a paz vem e aquele sorriso lindo brota nos olhos e na boca esbanjando paz. Essa paz que não se fecha em si, que resplende, toca o outro sem invadir, cria ambiente, Lar. Faz casa mesmo diante das incertezas. É quando elas se fazem presentes e mesmo assim conseguimos boiar em suas águas que nos sabemos plenos. Plenitude não como ausência de dúvida, mas como capacidade de habitar o incerto sem se perder de si.