Tempo e Cais
Também quero ver a noite chegar de mansinho,
assentar o coração entre as pedras e contemplar...
pés mergulhados em águas profundas
que me permitam desenhar canções
nas entrelinhas da alma.
Ah! esses momentos de retorno,
de volta ao que é e ao que faz a alma
ebulir sentidos e memórias
de travessias, partidas e chegadas...
O cais é feito de gaivotas que não tem medo de voar
e sabem que - para continuar -
precisam também os pés em suas tábuas pousar...
Lendo a Poetamiga Lúcia Constantino