Deixo a alma navegar
em palavras antigas.
Lá onde despedidas
desfilam em vitrines
e homens procuram
lembranças amadas
em luzes
de um sol poente.
E o Poeta da Antiguidade
se perde de saudades ardidas.
E, sem vida, procura
a moldura dela:
a musa querida...
E vem pedra sobre pedra.
E ecoa o som da perda
na ardósia da vida...
Ficou só o pó
das lembranças...
e a lágrima dela...
gratinando saudades
por entre as letras
destas escritas antigas...