Não sei esconder o tato,
cobrir de silêncios os olhos,
]apagar a luz que fogueia saudades.
Se há silêncio há vida!,
me disse um velho
carpinteiro de palavras.
Se há silêncio há feridas!
Digo eu, em meio
às saudades sentidas.
É que não sou feita de pedra,
nem sei rolar milagres
rocheados de preciosidades...
ametistadas, joias raras,
pedras de raridades.
Não sou fruto da pedra,
nem da argila ou do pó.
Não sangreio caminhos
nos túneis e cavernas...
tampouco sei mergulhar Só...
Sou da montanha tão quieta...
tenho a idade da rocha
quando rebate na placidez deste vento
que viveu angústias e saudades,
que se calam, como cala o poema,
nestes lábios bentos!.