Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Lábios Bentos

Não sei esconder o tato,

cobrir de silêncios os olhos,

]apagar a luz que fogueia saudades.

 

Se há silêncio há vida!,

me disse um velho

carpinteiro de palavras.

 

Se há silêncio há feridas!

Digo eu, em meio

às saudades sentidas.

 

É que não sou feita de pedra,

nem sei rolar milagres

rocheados de preciosidades...

ametistadas, joias raras,

pedras de raridades.

 

Não sou fruto da pedra,

nem da argila ou do pó.

Não sangreio caminhos

nos túneis e cavernas...

tampouco sei mergulhar Só...

 

Sou da montanha tão quieta...

tenho a idade da rocha

quando rebate na placidez deste vento

que viveu angústias e saudades,

que se calam, como cala o poema,

nestes lábios bentos!.

Maria
Enviado por Maria em 09/02/2026
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