Sei que vivo numa outra rotação do tempo. Caminho sem olhar o ponteiro do relógio, sem somar minutos e segundos no tablado da vida. Sou como o vento que cruza tempestades e brisas com a mesma intensidade. É vento, e essa é a sua essência. Dela nunca irá se afastar. Se há dias mornos, me acautelo de vagarezas para deles cruzar com maestria. Se chegarem aqueles tortuosos e catastróficos, me encho de nuvens vulcânicas e os atravesso com a mesma força com que vieram. É assim que consigo (sobre)viver. E sobre isso: é linda a vida! Não merece nosso medo ou covardia em dela os dias viver...