Viajo pelos priores das montanhas.
Me escondo entre as pedras
de juncos cravados, só para meditar.
E aguardar você, homem de pouca esperança,
que caminha entre um lamento e outro
de só viver sem ser amado.
Não caio em ruínas,
mas me fecho em alpendres de silêncio
se não me ouvires com o pulsar do coração.
Me redimo de mim, escrevendo
palavras que me expressem
e norteiem meu amor em tua direção.
Nas coisas vadias da manhã
segue meu grito:
estou aqui, entre pedras
e juncos bem musgados -
a mente meditativa,
mas alma em fervente ebulição.
Poema e foto: