A alma viaja sem fronteiras. Se aninha entre as pedras e juncos floridos da montanha, se incrusta entre os galhos dos pinheiros, aspirando e sentindo a beleza da vida. Ou se espalha com o cheiro do café quentinho escorrendo pelo coador para a xícara, como a areia que escorre da parte de cima para a parte debaixo de nossa ampulheta do tempo. É assim a vida! Um dia a mais para viver, um a menos. Um a menos para viver, outro a mais para escrever na cunha da vida e, nos dias difíceis, em silêncio introspectivo, suspirar e (re)memoriar...


Para minha amiga Maria Salete (17 anos de amizade)