O silêncio egressa
como um eco
dos pensamentos interiores.
Anoitece a manhã
para a chegada da tarde
e o pêndulo das horas não para -
apenas muda de lugar -
na incansável dança do tempo.
No rádio da eletrola,
melodias antigas sobem
pelas entrelinhas da alma
para lembrar que o tempo
vai passando e a Hora
está cada dia mais perto.
O peito carregando saudades
segue - costurado de paixão -
mastigando solidões,
enquanto o olhar se perde
em nossa janela
do tempo profundo
como um náufrago
em busca de terra firme
para do afogo se salvar...
Poema e foto: