Em meio às quinquilharias da noite
saio em busca de palavras que me falem.
Que me digam o que eu precisaria ouvir de ti -
homem de silêncio profundo.
Encontro migalhas aqui e ali -
nada substancial...
A alma, faminta esmaece…
já não consegue traduzir seus próprios sentidos.
Falta profundidade.
Falta eco da voz ao vento.
Não há altura suficiente,
e de larguras nem se fala mais.
São memórias longínquas, distantes
os dedos que sabiam dedilhar bandolins,
as mãos que tocavam violinos
com maestria e entrega.
Em meio ao silêncio e quinquilharias do dia
saio em busca de palavras que me falem...