Existe dor que não grita?
É ela que caminha entre sombras,
tateando migalhas, procurando ecos
de uma voz rara e tocante?
Não sei esculpir emoções,
muito menos ampliar o sopro da alma
para que alcance as cordas
de meu violino parado pelo tempo.
Parece que flutuo num céu estrelado,
essência costurada ao cosmos,
um som etéreo e distante,
quase monástico, esvaindo-se
da ponta dos dedos...