Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Moto continuum do tempo

Não sei ler palavras que se escondem por entre as frestas deste velho pergaminho de eternidades. Talvez jamais possa os olhos nelas um dia pousar, porque o tempo é lépido em solapar os nossos dias e a vida não para à beira do caminho, mãos vazias em busca do que não teve. Tudo segue - em um moto continuum. Talvez, talvez um dia choraremos pelos capítulos amargos de nosso passado, por não ter vivido, por ter esperado tanto enquanto a vida se esvai como a areia de um lado à outro de nossa ampulheta do tempo.

Maria
Enviado por Maria em 01/03/2026
Alterado em 01/03/2026
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