Não sei ler palavras que se escondem por entre as frestas deste velho pergaminho de eternidades. Talvez jamais possa os olhos nelas um dia pousar, porque o tempo é lépido em solapar os nossos dias e a vida não para à beira do caminho, mãos vazias em busca do que não teve. Tudo segue - em um moto continuum. Talvez, talvez um dia choraremos pelos capítulos amargos de nosso passado, por não ter vivido, por ter esperado tanto enquanto a vida se esvai como a areia de um lado à outro de nossa ampulheta do tempo.