Maria
Prosa e Poesia
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Textos

Planger de Antigo Sino

A vida, solitária dama,

qual astro em ocaso vespertino,

vai tecendo n’alma que inda ama

acordes serenos de violino.

 

Na floresta densa uma voz clama,

escuto-lhe ao longe o soluçar,

como o planger de antigo sino

na ermida enevoada de um olhar.

 

E o repicar do sonho enleva e chama,

qual sino oculto em névoa a ressoar -

desperta o lume antigo em quem ainda ama.

 

Se a vida é ocaso, qual brasa em lento arder,

não cessa o amor, nem finda o seu cantar:

no ermo da alma em pranto há renascer.

 

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Enviado por Maria em 05/03/2026
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