Eu também me espanto com as coisas do dia. As notícias dos jornais, as vozes dos que andam perto pelos corredores do conhecimento. Também não sei o que fazer e choro mergulhada em sentimentos de impotência e medo. Mas então lembro as montanhas passadas, os dias de névoa escura pelas bombas do destino, a dor das perdas, todas as lutas que exigiram mais do que eu podia, naquele momento, dar. E ao olhar o sombreiro do passado me deparo com a força hercúlea que me ergueu por cima do medo, por cima do fogo e da dor e me carregou pra fora da nuvem densa e fechada da tempestade interior. E eu consegui dar um jeito. Eu consegui fazer a vida acontecer. E sempre você estava lá, me empurrando pra frente, me empurrando pra lutar com as minhas próprias forças. E hoje estou aqui. Não diferente de ontem. As - muitas - mesmas lutas, os mesmos medos. Mas... respiro... aspiro o ar e me ergo herculeamente, sabendo que posso até sucumbir, posso tombar, mas nunca - jamais - deixar de lutar...