Passou o tempo.
Sozinho passou.
E eu sozinha dentro dele.
Na solidão da sala.
No sentimento de ser
sobra, resto...
Como os guardanapos
que caíram ao chão
e precisei ajuntar.
De de nada mais servem...
Passou o tempo.
Sozinho passou.
Como um trem que voa
e faz baldeação
em outro universo.
Com ele vou-me.
Nau liberta...
presa ao sonho
que ainda ouso...