No silêncio e quietude
envergo saudades de minutos...
É que o tempo é cosmo
quando o distante
se faz só de lonjuras.
O passado dele
ainda é presente.
Ainda é visível...
Meio escondido
atrás da estante.
Mas continua lá.
Num outro corpo,
num outro coração.
Eu? Talvez seja a dona...
de um tempo:
"você foi tudo pra mim"...
Talvez, dona de um tempo
que só sobrevive no passado:
"foi tudo pra mim".
Talvez dona de um tempo
que nunca vai chegar...
Onde estou?
Aqui...
Dependurada
num horizonte longínquo...
num horizonte longínquo...